Fique saudável jogando videogame

O lançamento de um novo tipo de console de videogames trouxe para esse universo um público que já não estava acostumado mais a jogar, seja pela idade ou mesmo por gosto.

Apesar de os próprios fabricantes aconselharem os usuários a tomar cuidado com o tempo excessivo de jogo, sugerindo um tempo de descanso no caso de dores ou mesmo tomar cuidado com outros jogadores, os acidentes, as pancadas, os vasos quebrados e os machucados parecem insistir em aparecer.

Mesmo assim, este novo tipo de interação com os videogames parece mesmo ter chegado para ficar e já estão um bom tempinho ai no mercado e médicos e outros profissionais da saúde já acham interessante a ideia de utilizar os consoles no tratamento de determinadas doenças.

O que pode dar errado?

Uma das principais novidades nos últimos tempos no mundo dos games foi, sem dúvida alguma, o Nintendo Wii, lançado em 2006.

Pouco tempo depois de seu lançamento começaram a aparecer relatos dos primeiros casos de reclamações de dores principalmente nas costas, ombros e cotovelos por conta dos jogos de esportes que vêm com o console, e usuários começaram a comparavam jogar videogame com ir à academia.

Atualmente é o Kinect que tem proporcionado bom exemplos de como tomar cuidado na hora de brincar. Uma rápida busca por vídeos na internet com as palavras “kinect” e “fail” resulta em imagens que demonstram claramente alguns dos “perigos” de fazer movimentos bruscos ao brincar com o console.

O que pode dar certo ?

Por outro lado, nos últimos anos começaram a surgir algumas aplicações desse tipo de game “ativo” para a saúde.Pesquisadores os usam para o tratamento de problemas motores provenientes de distúrbios neurológicos. Há jogos até para para praticar o pompoarismo. Se você não saber o que é o pompoarismo clique aqui.

Os cientistas trabalham com diferentes configurações de videogame para treinar as partes “mais fracas” do cérebro, estimulando os pacientes a usarem as regiões afetadas.

Em 2006, um artigo publicado na revista “Pediatrics” compara a energia utilizada em games de “tela fixa” e em “games ativos”, ou seja, uma comparação entre jogos tradicionais com os de Wii, Xbox ou PS Move, que exigem movimento.

Os resultados não poderiam ser mais óbvios: os autores descobriram que o game Dance Dance Revolutions, do Nintendo Wii, proporcionavam um gasto de energia até 172% maior, em comparação com um estado de repouso.

Também em 2006, após o lançamento do Wii, o estadunidense Mickey DeLorenzo, iniciou o projeto ”Wii Sports Experiment”, com o qual planejava perder peso apenas com 30 minutos diários de gaming.

Em um estudo de 2009, Scott Owens, um pesquisador da Universidade do Mississippi, nos Estado Unidos, procurou descobrir se o acessório Wii Fit, que permite que os jogadores façam exercícios de academia, testando equilíbrio, força, aeróbica, yoga, poderia servir de auxílio para que a grande quantidade de obesos do país fizesse um pouco mais de exercício.

Os resultados mostraram que as crianças tiveram um aumento na atividade aeróbica após três meses, mas não houve nenhuma modificação corporal significativa.

Segundo ele, “qualquer coisa que faça com que as pessoas se exercitem mais é positivo, mas se as pessoas estão trocando atividades físicas que requerem mais movimento pelo videogame, então isso é negativo”.

Outros estudos usam o console também para a recuperação de pacientes que sofreram AVCs (acidente vascular cerebral, ou, mais popularmente, derrame), ferimentos nos membros, cirurgias ou mesmo ferimentos de guerra.

O lançamento do acessório Kinect, do Xbox (Microsoft), pode ter sido ainda mais estrondoso para o mundo dos games do que o Nintendo Wii, já que ele permite o controle do jogo apenas com os movimentos do corpo, sem precisar de joystick.

Um dos principais pontos a serem abordados no futuro é a reabilitação motora e física em casa, com “games” que podem identificar e verificar o estado dos pacientes e sua evolução, por exemplo.

No final de 2010 do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Oxford, no Reino Unido, usou o famoso jogo de encaixe de peças Tetris para auxiliar no tratamento de lembranças traumáticas.

Ainda na linha dos games “mais tradicionais”, a pesquisadora Daphne Bavelier, da Universidade de Rochester, em Nova York, publicou um artigo em 2009 mostrando que jogadores de games de tiro em primeira pessoa podem melhorar a visão.

Os resultados do estudo foram tão importantes que os pesquisadores já acreditam que pacientes que sofrem de ambliopia – uma doença que afeta a percepção de contraste – poderia ser tratada com videogames.

 

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